Escrevi esse pequeno texto enquanto estava no avião lendo um livro do Edouard Louis

É comum quando eu saio com pessoas que não tem alguma proximidade com a psicanálise me perguntarem quais são os problemas das pessoas nos dias de hoje, como essas pessoas são, o que eu tenho atendido. Por muito tempo eu dei uma resposta mais superficial, vaga, com medo e cautela de falar alguma coisa sobre algum paciente.

Hoje em dia, eu ainda não sei se a resposta que eu dou é algo que me contempla. Tenho respondido mais ou menos assim: “pessoas como nós, que tem problemas parecidos com os nossos” — e geralmente recebo um olhar de dúvida, estranhamento, meio assim hã!? — e o amigo/familiar pergunta, tá, mas o quê?

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Leituras do cartel: Entrevistas Preliminares

A rejeição do saber inconsciente não é uma questão do século passado, mas tem plena atualidade. A rejeição ao saber vale para todos, tem uma função universal: ninguém quer saber, de verdade, aquilo que lhe passa.

A última formulação de Jacques Lacan a respeito do sintoma como modo de gozo não faz mais do que situar a maior dificuldade existente na psicanálise: que no mesmo lugar em que se sofre, genuinamente, se obtém alguma satisfação; trata-se de uma satisfação que o sujeito paga com inibições, sintomas e angústia.

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Prevenção do suicídio

O tal do setembro amarelo precisa de mais perguntas e menos respostas.

Se tem uma coisa que por mais que algumas vezes me angustia, ao mesmo tempo também tem muito do porquê de eu ter escolhido a psicanálise, é dela ter uma certa inexatidão nas ideias e nas palavras.

Então ao invés de fazer um post dando direcionamentos rasos, respostas fechadas e reflexões sem embasamento algum sobre o tal do setembro amarelo, deixo para vocês duas perguntas:

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